- Sobre o quê?
- Sabes muito bem do quê!
- Não sei não. Explica-te.
- Quero saber o que se passou, para tu te teres afastado assim de mim?
E chegou o momento que tanto receava. Até agora tinha evitado tudo ao máximo para não ter esta conversa mas agora não podia evitar mais!
- Não me afastei.
- Diana, não me faças de parvo. Num dia estávamos tão bem no outro começas a afastar-te de mim até hoje que parece que nem nos conhecemos.
- Desculpa, só tenho a dizer-te isto.
- Mas o que se passou? A culpa foi minha?
- Não, tu não tens culpa de nada. Por isso é que te estou a pedir desculpa. Tu não fizeste nada de mal, mas é melhor assim. Agora é melhor ires-te embora!
- Diana, eu não me vou embora enquanto não tiver uma razão.
- Por favor, vai-te embora. Não tornes mais complicado do que já é.
- Eu já te disse, eu não saio daqui enquanto não me deres uma razão.
Fiquei um bocado sem falar, respirei fundo e disse:
- Eu prometi ao Ricardo que me ia afastar de ti.
- O quê? Mas porquê?
- Tu só pediste uma razão, agora acho que já podes sair.
- Diz-me porquê?
Eu não respondi.
- Pensei que fosses diferente, pensei que fosses daquelas raparigas que não te importavas com o que seja quem fosse dissesse. Que nunca deixaria um único rapaz fosse quem fosse a mandar na tua vida.
- E sou.
- Então porque fizeste isto?
Não respondi, novamente.
- Pensei que fosses mesmo diferente. E eu admirava-te por isso mas agora...
E ele virou-se e foi saindo do meu quarto.
- Queres mesmo saber porquê?
Ele virou-se novamente para mim e disse:
- Quero.
- Eu sou essa pessoa toda que tu achavas que eu era. Mas a minha relação contigo estava a estragar a minha relação do Ricardo, mas o pior nem era isso é que...
E fiz uma pausa de alguns segundos. E caiu-me uma lágrima.
- É que como a nossa relação estava cada vez mais a evoluir e eu tive medo, eu tive medo de me apaixonar por ti e isso seria o fim de tudo. De tudo mesmo! - e de seguida comecei a chorar.
- Porque não falaste comigo?
- Não consegui. E tu foste o próprio a disser que me achavas diferente e que pelo menos eu não me ia apaixonar por ti pois tinha namorado mas eu não mando no meu coração. Agora deixa-me sozinha, por favor.
- Eu vou-me embora mas por favor não chores mais. Não consigo estar bem sabendo que estás a sofrer!
E antes de sair foi ao pé de mim, abraçou-me e deu-me um beijo na testa.
Passei o resto da sexta na cama, o sábado todo no quarto, e no domingo quando já estava melhor peguei no telemóvel e mandei um sms ao Ricardo para se encontrar comigo daqui a 20 minutos no parque.
- Então amor, já estavas com saudades minhas!
- Não é nada disso! Precisamos de falar.
- Estás a deixar-me preocupado.
- Não queria estar a dizer isto mas acho que é razão para isso.
- Então? Aconteceu alguma coisa?
- Não... Mas vai acontecer.
- Diz...
- Como sabes a nossa relação não tem andado lá muito bem.
- Mas agora até tem andado a melhorar, não achas?
- Não, não acho e eu já não aguento mais isto. Eu quero acabar tudo e quando digo tudo não há mesmo reconcialização.
O Ricardo começou a olhar muito para mim, nem sabia dizer o que ele estava a sentir. Mas depois começou a chorar e disse:
- Diana, tu não me podes fazer isto.
- Posso e estou a fazer.
- Eu não sei viver sem ti. Tu és tudo para mim. TU NÃO ME PODES FAZER ISTO.
Nesse momento nem senti pena dele até fiquei com medo! Ele disse aquilo a gritar, que metia medo. Eu pela primeira vez, deixei de gostar do Ricardo e comecei a sentir medo!
uau :o
ResponderEliminare mais um hoje? e pedir muito?
Claro que não! Vou fazer os possíveis para satisfazer o teu pedido. Mas quase de certeza que posto mais um hoje!
ResponderEliminar